Fazer o bem, que mal tem?

Estes dias estava vendo uma série de TV americana, sitcom, e em um dos episódios segue um diálogo, que era mais ou menos assim:
– O que você quer fazer da sua vida?, pergunta ele.
– Quero acabar com a pobreza do mundo – respondeu ela.
– Então, todas as decisões que você tomar daqui pra frente devem ser em função disto.

A personagem resolveu estudar economia. Ela sabia que seria impossível acabar com a pobreza, mas ela tentaria, com seu esforço, melhorar um pouco a situação do mundo.

Daí então, me peguei pensando: o que eu quero fazer pelo mundo?

Acho que hoje, o que mais me magoa em ver as relações da sociedade é a falta de amor, a falta de empatia. É tão fácil falar mal. É tão fácil encher a boca para dizer que um é isto, o outro é aquilo. Em nenhum momento paramos para pensar que aquela pessoa de quem falamos com tanto prazer tem sentimentos, sonhos, vontades.

Cada pessoa passa por dificuldades, lutas que ninguém conhece. Por que condenar alguém por ter assumido sua sexualidade? Acredite: foi mais difícil para ele/a compreender quem era, do que é para você aceitar.
Por que criticar uma pessoa que pesa mais do que um determinado padrão? Tenha certeza que para esta pessoa, aceitar e amar o próprio corpo foi uma luta da qual você não sabe nada a respeito.

Não é uma questão ideológica (de apoiar ou não o homossexualismo, ou de questionar ou não a ditadura da beleza), mas sim de uma compreensão sentimental: nós não temos absolutamente nada a ver com o que o outro escolhe para si. Devemos apenas respeitar a todos, e entender que na vida do outro, tudo já está sendo bem difícil sem o nosso julgamento vazio sobre o que achamos que é certo ou errado.

(foto: Gabriel Pestana)

Da forma que eu vejo, respeitar é demonstrar amor. Respeito é um dos pilares do amor. E o amor não vê crença, religião, partido político, time de futebol, cor de pele, sexo, tamanho de roupa. O amor enxerga o coração. O amor enxerga as feridas que nossa língua pode causar.

Depois de tudo isto, volto à pergunta inicial: o que eu quero fazer pelo mundo?

Eu sei que sozinha, não vou conseguir fazer o mundo se amar mais. Não sou tão ingênua. mas posso começar pelo simples: fazendo o bem. Respeitando mais. Calando minha boca ao perceber que o que eu tenho a dizer do outro não é nada de bom. Pensando que, o que eu estou louca para falar de fulano, poderia me magoar se eu fosse o assunto. Deixando o outro viver sua vida e ser feliz, e ter certeza de que a minha felicidade não vai depender daquele que ainda não aprendeu a amar…

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Um comentário sobre “Fazer o bem, que mal tem?

  1. Karen Tiago

    Ahhhh que tudo Ana! Maravilhoso post! Já virei sua fã número 1. Concordo em grau, número e gênero. Falta amor. O mundo se individualizou demasiadamente. Nem dar amor ou receber as pessoas sabem mais. Que fenômeno é este? Palavra que não sei ainda. Ainda me ocorre que hoje as pessoas buscam o amor (em todas as suas formas), mas tem medo dele. Seguidora de Ana aqui !!! Quero mais posts

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